Próteses de quadril cimentadas

Um paradoxo vem acontecendo entre os cirurgiões de quadril no mundo inteiro. Enquanto os registros nacionais de implantes mais importantes continuam mostrando que as próteses cimentadas tem índices de revisão, por qualquer motivo, significativamente menores do que as não cimentadas, tanto em homens como mulheres, idosos ou jovens, esses mesmos registros tem mostrado que a utilização de próteses não cimentadas vem aumentando com o passar dos anos. Quais são as explicações? Em primeiro lugar, é mais trabalhoso alcançar uma cimentação perfeita dos componentes do que implantar uma prótese não cimentada. Em segundo lugar, o tempo extra necessário para misturar o cimento e a esperara para que ele endureça também deve influenciar na escolha dos cirurgiões, uma vez que ele limita o número de procedimentos que podem ser realizados em um dia. Em terceiro lugar, é possível que a indústria de implantes exerça uma pressão grande em favor dos novos implantes não cimentados, geralmente mais caros. Dados do Registro Norueguês mostra que em 15 anos, 12 % das proteses cimentadas falham em comparação com 28 % das não cimentadas. No Registro Suéco os números não são diferentes: 15 % das cimentadas e 33 % das não cimentadas falham após 17 anos. Em tempo: a “doença do cimento” não existe.

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